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A INFLUÊNCIA DA GLOBALIZAÇÃO NO MERCADO DE CAPITAIS

 

Autor:   Paula D'Angelis Bogoni


A globalização representa um conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. Conforme o entendimento de Francisco da Silva CAVALCANTE FILHO e Jorge Yoshio MISUMI[1]: “O processo de globalização pode ser interpretado como a abertura das fronteiras nacionais para a expansão do comércio mundial”.

O ponto central da globalização é a integração dos mercados, o que somente é possível através da abertura econômica de cada país. Neste sentido elucida Maria Anita dos ANJOS e Moisés FARAH Jr.[2]:

A abertura econômica é entendida aqui como a redução dos impostos incidentes sobre os bens importados, bem como a eliminação dos obstáculos, existentes nos regulamentos, leis, controles, normas, que impediam a livre movimentação das mercadorias e capitais estrangeiros. Esse processo ocorreu no Brasil ao longo da década de 1990 e representou o alinhamento do país à onda de expansão do comércio e de capitais liderados pelas empresas dos países desenvolvidos. O movimento de expansão, chamado de globalização foi possível com as transformações tecnológicas.

Inserido nessa nova conjuntura, nessa nova ordem econômica, o Brasil, a exemplo de outros países, fez a abertura econômica para o exterior, tem aplicado a política de privatizações e empenha-se em desregulamentar sua economia, oferecendo vantagens às multinacionais que aqui se instalem.

 Com a globalização e o fim das barreiras comerciais entre os países, cresce a concorrência entre os produtos nacionais e estrangeiros. A competitividade entre as indústrias aumentam e esta situação causa conseqüências no mercado, tais como: maior oferta de produtos, preços mais competitivos e qualidade variada.

Sendo assim, a concorrência entre as empresas gera a busca pela preferência do consumidor no mercado, para isso tendem as empresas a cada vez mais procurar melhorar a qualidade dos produtos e ao mesmo tempo oferecer preços mais baixos. Ocorre que, ao tentarem alcançar uma posição competitiva no mercado as empresas aperfeiçoam suas técnicas, melhoram seus produtos e modernizam suas estruturas, o que proporciona a estas, em contrapartida, crescimento e favorece ainda o desenvolvimento econômico do país.

Portanto, verifica-se que atualmente, a busca da competitividade pelas empresas é imprescindível para a sobrevivência destas no mercado globalizado. Conforme enfatiza, em sua obra, Valdir de Jesus LAMEIRA[3]: “As empresas nacionais, em vista do processo de globalização e em razão da necessidade imperiosa de crescente competitividade, necessitam crescer para competir. Se não conseguirem, perderão mercado para as grandes multinacionais, ou mesmo poderão vir a ser adquiridas por estas.”

Contudo, nem todas as empresas possuem capital suficiente para manter-se e destacar-se nesse mercado competitivo. Algumas empresas necessitam captar recursos afim de financiar seus projetos de expansão comercial. Neste sentido elucida mais uma vez Francisco da Silva CAVALCANTE FILHO e Jorge Yoshio MISUMI[4]: “A necessidade de investimentos para aumentar a competitividade das empresas pode superar a capacidade de geração interna de recursos, obrigando a captação de recursos junto a acionistas e/ou terceiros. O caminho natural é a abertura de capital da empresa, habilitando-a a levantar funding[5]  no mercado de capitais.”

Assim, a empresa que busca angariar recursos que proporcionem seu desenvolvimento poderá abrir seu capital e comercializar suas ações no mercado de capitais. Com isso, atrairá investidores que se interessem em adquirir ações da companhia e se tornar, concomitantemente, acionistas desta. No entanto, ao negociar suas ações no mercado de capitais a empresa sujeita-se a ter como sócio qualquer pessoa que adquira seus títulos. E, levando-se em consideração o acelerado processo de globalização, nota-se a possibilidade que tais investidores sejam além dos nacionais também os estrangeiros.

Mas o que interessa aos investidores no momento de escolherem em qual companhia aplicarão seus capitais?

Existem vários fatorem a serem considerados pelos investidores neste momento. São analisados principalmente os fatores risco, rentabilidade e preço. Todavia, tendo em vista a evolução e desenvolvimento que o mercado de capitais tem alcançado, outros fatores tem sido exigidos e procurados pelos investidores, dentre estes destaca-se a política de disclousure.

Disclousure é o termo utilizado em inglês para política de divulgação de informações ao público investidor de uma companhia. Portanto, significa dizer que uma empresa que adota a política de disclousure é uma empresa que possui transparência, na qual existe respeito ao investidor que aplicou capital na companhia e que, por isso, merece ser informado sobre fatos relevantes que podem alterar seu julgamento sobre o investimento.

Porém nem sempre estes fatores bastam aos investidores, na realidade o que estes buscam são ações de companhias que congreguem todos os fatores ideais. Para isso, além do preço, da cotação e da perspectiva da rentabilidade da ação os investidores procuram se pautar na política interna da empresa emissora de tais ações.

Ocorre que, o mercado de capitais é muito flexível, os valores e cotações das ações variam freneticamente de acordo com as mudanças e acontecimentos políticos, econômicos e sociais que ocorrem diariamente no cenário mundial. Então, em contrapartida, os investidores procuram por empresas que se mostrem estáveis e seguras. Tais empresas devem transmitir confiabilidade ao investidor, aplicando para isso uma política baseada em três pilares fundamentais: transparência, prestação de contas e eqüidade entre os acionistas. Quando presentes, dentro de uma mesma companhia, estas boas práticas de administração, diz-se que existe nesta uma política de Governança Corporativa.   

 As práticas de Governança Corporativa aplicadas à estrutura das empresas transmitem aos investidores a segurança necessária para estes realizarem suas aplicações e investirem na companhia. Neste sentido, observe-se o comentário de Nadine S. M. Baleeiro TEIXEIRA e Thiago Giantomassi MEDEIROS[6]:  “A adoção desses princípios de governança corporativa, adaptados à realidade específica de cada empresa, representa, sem dúvida nenhuma, um importante elemento diferenciador no momento de o investidor tomar sua decisão. Resta ter-se, portanto, uma visão profissional da empresa, como unidade voltada à continuidade e ao crescimento.”

Referências Bibliográficas

·       CAVALCANTE FILHO, Francisco Silva e MISUMI, Jorge Yoshio. Mercado de capitais. 4ª ed. Belo Horizonte: CNBV, 1998. Pág. 315.

·       ANJOS, Maria Anita dos e FARAH JR., Moisés. Coleção Gestão Empresarial 1: Economia brasileira. Gazeta do Povo. Curitiba, Novembro de 2002. Pág. 43.

·       LAMEIRA, Valdir de Jesus. Governança corporativa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. Pág. 20.

·       TEIXEIRA, Nadine S. M. Baleeiro e MEDEIROS, Thiago Giantomassi. Empresa e governança corporativa. Gazeta Mercantil. Curitiba 07 de fevereiro de 2003.


[1]              CAVALCANTE FILHO, Francisco Silva e MISUMI, Jorge Yoshio. Mercado de capitais. 4ª ed. Belo Horizonte: CNBV, 1998. Pág. 315.

[2]              ANJOS, Maria Anita dos e FARAH JR., Moisés. Coleção Gestão Empresarial 1: Economia brasileira. Gazeta do Povo. Curitiba, Novembro de 2002. Pág. 43.

[3]                 LAMEIRA, Valdir de Jesus. Governança corporativa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001. Pág. 20.

[4]                 CAVALCANTE FILHO, Francisco Silva e MISUMI, Jorge Yoshio. Mercado de capitais. 4ª ed. Belo Horizonte: CNBV, 1998. Pág. 317.

[5] Expressão em inglês, muito utilizada no mercado de capitais, que significa fundos, recursos.

[6]                 TEIXEIRA, Nadine S. M. Baleeiro e MEDEIROS, Thiago Giantomassi. Empresa e governança corporativa. Gazeta Mercantil. Curitiba 07 de fevereiro de 2003.

 

 

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