Visite www.advogado.adv.br

ESTUDANTES DE DIREITO

 

 

Compare os preços de Livros de Direito

Instrodução ao Estudo do Direito

Direito Constitucional

Constituição Federal

Direito do Trabalho

Direito Administrativo

Direito Tributário

Direito Penal

Código Penal

Código de Processo Penal

Direito Civil

Código Civil

Código de Processo Civil

Direito do Consumidor

Direito de Família

Direito Militar

Direito Financeiro

Direito Econômico

Sociologia Jurídica

Concursos

 

 

Voltar ] Acima ] Avançar ]

 

PLANEJAMENTO FAMILIAR – SEXUALIDADE, ABORTO E INCLUSÃO SOCIAL

 O papel da prevenção, da ação educativa e da normatização

Autora: Marcia Pelissari Gomes


 Resumo

            Este lacônico estudo tem por objetivo demonstrar a relação opressora da sociedade para sexualidade feminina, demonstrando através de dados estatísticos, o prejuízo que esta repressão ocasiona ao planejamento familiar e ao pleno desenvolvimento da nação.

            O direito reprodutivo é parte dos Direitos Humanos reconhecidos por leis e acordos internacionais e o planejamento familiar uma garantia constitucional. Mas, apesar de todas essas garantias o Estado brasileiro ainda não conseguiu efetivá-las de forma eqüitativa, pois, atualmente só as classes mais abastadas têm direitos reprodutivos. Essa assertiva pode facilmente ser comprovada com dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) demonstrando embora a taxa de fecundidade tenha diminuído em todo o país, passando de 6,2 filhos por mulher em 1940 para 2,3 filhos por mulher em 2000, a única faixa etária em que o índice cresceu é a dos adolescentes. Em 1980, havia oito filhos em cada grupo de cem adolescentes. Em 2000, o número subiu para nove. Nas favelas Fluminenses a proporção é ainda maior. Para cada grupo de cem adolescentes, há vinte e seis filhos, enquanto nos bairros ricos da cidade há apenas cinco.

            Com a atual taxa de 2,3 filhos por mulher muitos demógrafos dizem que a natalidade não é mais problema no Brasil, pois, é preciso uma taxa de 2,2 para manter a população constante. Entretanto, a distribuição da natalidade no Brasil é um problema médico sério e uma questão social extremamente grave.

            Hodiernamente das crianças de 0 a 2,5 anos 4% pertencem  a classe A e 7% à classe B. As classes A e B respondem por 23% da população, mas contribuem com 11% das crianças. Da classe média (que no Brasil já é pobre) para baixo nascem 89% das crianças. Só na classe E nascem 42%. Metade das crianças brasileiras nascem no estrato mais pobre da população.

            Constatou-se que 67,4% das mulheres não utilizam métodos anticoncepcionais ou utilizam-no de forma errada, expondo, segundo a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 10 milhões de brasileiras a gravidez indesejada.

            Isso gera outro dado alarmente, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde as mortes por aborto correspondem a 12% dos óbitos maternos.

            As crianças e adolescentes são os que mais sofrem com essa realidade, conforme pesquisa realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) 45% dos pobres possuem menos de 16 anos de idade, pagando um alto preço pelo descaso do governo e da sociedade para com o planejamento familiar.

            Os métodos contraceptivos não chegam às classes menos favorecidas. Devido ao preconceito social para com as adolescentes que têm vida sexual ativa, estas não procuram ajuda e, quando a procuram, muitas vezes não encontram e/ou não sabem a quem recorrer.

            Pesquisa realizada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a educação, à ciência e a cultura) nos mostra que a ocorrência de gravidez na adolescência variou inversamente com a escolaridade e a renda. Com o nascimento de um filho antes dos 20 anos, parte das moças parou os estudos temporária (25,0%) ou definitivamente (17,3%), mas 42,1% já se encontravam fora da escola.

            Dados da FGV (Fundação Getulio Vargas) demonstram que a educação dos pais desempenha um papel importante na determinação do grau de escolaridade dos filhos. A probabi­lidade de um filho continuar sem escolaridade é de 33,85% quando seu pai também não completou um ano de estudo. Já para filhos de pais com ensino superior, este percentual cai para menos de 1%, tendo a maior probabili­dade (60,02%) de repetirem o desempenho da geração anterior. Cabe lembrar que desigualdade edu­cacional explica, por sua vez, entre 35% e 45% da nossa desigualdade de renda.

            Embora seja mister o engajamento de toda a sociedade, para que se possa levar a termo um planejamento familiar que seja realmente eficaz é imprescindível um regente, que chame para si a responsabilidade na consecução de um programa de planejamento familiar, e este deve ser o Governo Federal , assumindo em parceria com Estados e Municípios  a  responsabilidade de administrar um programa de planejamento familiar que seja realmente eficaz, pondo fim ao atual “jogo de empurra”, onde o Município responsabiliza o Estado que responsabiliza a União.

            Programa eficaz é aquele que educa, instrui, não somente as mulheres, mas também os professores, médicos, funcionários de postos de saúde, sociedade e todos aqueles que tenham relação com a efetivação do programa de planejamento familiar. Destarte, embora a educação sexual seja matéria obrigatória no currículo escolar da rede pública, resta efetivá-la, pois, somente no dia em que a sociedade respeitar os direitos sexuais conquistados pelas mulheres e houver conscientização destas de seus deveres e responsabilidades em relação à própria sexualidade, teremos condições de construir uma sociedade mais justa, humana e igualitária.

 

 

Compare os preços de Livros de Direito

Instrodução ao Estudo do Direito

Direito Constitucional

Constituição Federal

Direito do Trabalho

Direito Administrativo

Direito Tributário

Direito Penal

Código Penal

Código de Processo Penal

Direito Civil

Código Civil

Código de Processo Civil

Direito do Consumidor

Direito de Família

Direito Militar

Direito Financeiro

Direito Econômico

Sociologia Jurídica

Concursos